Agenda

13 fev 2020 - 20:30 Pavilhão Teatro de Anônimo Rio de Janeiro
Parangolé

Sim, retornamos! Primeira Noite de Parangolé do Ano!

Nos tempos atuais em que as festas populares, os artistas e a cultura, são demonizados, pular o Carnaval se tornou um ato resistência. Nossa armadura são nossas fantasias coloridas e brilhantes. Formamos um enorme batalhão de seres encantados, são pierrôs, colombinas, bailarinas, super heróis, sereias e tudo mais que nossa imaginação puder nos levar.

No reino de Momo todes são bem-vindes.

Falando desse querido personagem, rechonchudo e irreverente, é historicamente o rei do Carnaval. “A ele são entregues, simbolicamente, as chaves da cidade pelas mãos do prefeito e com isso está aberto o reinado da folia, onde Momo reina absoluto até a quarta-feira de cinzas, em todas as esferas da sociedade, já que ele próprio é a personificação do Estado”, menos na nossa cidade, o Prefeito rompeu com a tradição e não deu a chave da cidade, que blasfêmia.

A origem de Momo se remete ao tempo da Antiguidade Clássica, mais especificamente à mitologia grega. Pouca gente sabe, mas Momo, na verdade, era uma deusa. Filha de Nix (divindade do sono), era a personificação do sarcasmo, reclamação e delírio, patrona dos poetas e escritores. Ela era representada usando uma máscara e balançando guizos. Por seu jeito irônico, acabou sendo expulsa do Olimpo.

Não se sabe ao certo em que momento houve a mudança de gênero do personagem. “As representações sofrem transformações ao longo do tempo. Mediante o contexto de um paradigma patriarcal, melhor seria um homem para representar as relações de poder”, explica Rúbia Lóssio, socióloga, escritora folclorista e professora e membro da Organização Internacional de Arte Popular e Folclore (IOV).

Então vamos nos preparar para a volta da Moma, e como já dizia a marchinha ...

Anda, luzia,
Pega um pandeiro e cai no carnaval,
Anda, luzia,
Que essa tristeza lhe faz muito mal.
(bis)

Apronta a tua fantasia,
Alegra o teu olhar profundo,
A vida dura só um dia, luzia,
E não se leva nada desse mundo.

Anda Luzia - marchinha de 1946
Autor - Silvio Caldas

Teatro de Anônimo | Fabio Freitas + Flavia Berton + Regina Oliveira + Shirley Britto + Maria Angelica Gomes
Banda Charanga Mutante | Janamô + Eduardo Lolo Risso+ Gustavo Muniz + Luiz Felipe Caetano + Marco Serragrande + Machi Torres

DJ Ivam Cruz
Guiga Ensa- Luz

Convidadas:
Thamires Candida, dançarina braba
Joana Nicioli
Janamô

Apoio:
Cachaça Magnífica de Faria

Classificação: 16 anos
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Noites de Parangolé é um espetáculo-festa-cabaré que acontece desde 2008 no Rio de Janeiro. Misturamos circo, humor, teatro popular, projeções e música ao vivo, fazendo a cada edição um happening, uma performance única, inédita e viva. Propomos reflexões e provocações de forma irreverente e bem-humorada.

A colaboração na entrada é de R$20 e, para que o sonho não morra, passamos o chapéu. Com ele, estimulamos a colaboração consciente, dando a oportunidade de cada espectador/parceiro contribuir com o que é possível, pois só a entrada não garante a manutenção deste projeto.

Próximos eventos

3 abr 2020 - 19:00
Casa Escola Benjamim
@ Rio de Janeiro
Como nasce um Bufão? Você sabia que uma mulher moradora de rua prefere se manter suja para não ser alvo de estupro... Leia Mais
7 mar 2020 - 19:00
Sesc Ginástico e Pavilhão Teatro de Anônimo
@ Rio de Janeiro
07/03 (sábado) 19h e 08/03 (domingo) 17h no Sesc Ginástico | R$7,50 (associado sesc), R$15 (meia), R$30 inteira... Leia Mais
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