CASA ESCOLA MIRIM

 

CASA ESCOLA BENJAMIN MIRIM        

A Casa Escola Benjamin Mirim é um espaço onde crianças e educadores vivenciam experiências, trocas de saberes, exercitando a escuta, as diferenças e as afinidades.

As atividades pedagógicas como o circo, a música, a capoeira e a construção de brinquedos são norteadores dessa escola, uma vez que acreditamos contribuir para uma educação mais lúdica, gerando potências para que as crianças sejam seres mais críticos, propositivos e livres de julgamentos. O contato com a arte e a cultura popular possibilita a formação de indivíduos mais pensantes e sensíveis, e, assim, capaz de se inserir na sociedade de maneira mais potente e criativa.

 

METODOLOGIA

Trabalharemos com uma metodologia de ensino na qual a criança, por meio de processo individual e coletivo, em contato com as técnicas utilizadas (circo, música, capoeira e construção de brinquedos), possam estar no mundo experienciando sua singularidade com mais liberdade. Sem interferência de passado e futuro, simplesmente vivendo a experiência e até aonde isso pode chegar. Entendemos que a criança é co-criadora desse processo da escola e do mundo, em que ambos estão em constante transformação e se relacionando entre si. A experiência que dá sentido à educação na Casa Escola Benjamin Mirim.

Utilizamos o termo “escola” com referência à sua origem grega skholé, que significa tempo livre. Ou seja, tempo livre para o estudo e para as práticas oferecidas, permitindo tanto ao aluno quanto ao educador sair de seus espaços já conhecidos para novas experiências.

A interdisciplinaridade se fará presente nesse processo como um elo entre o entendimento das disciplinas nas suas diferentes áreas. Através de vivências coletivas, desenvolveremos temáticas e conteúdos permitindo, dessa forma, criar recursos inovadores e dinâmicos, com os quais as aprendizagens serão ampliadas tanto para as crianças como para os educadores.

 

Circo

O universo do circo já incorpora valores e significados que são, em si, relevantes para o processo educacional. Nele, entramos em contato com as diversidades, técnicas, concentração, treinamento, conhecimento de si e do outro, sociabilização, confiança, além de superação de limites. Por meio das técnicas, se desenvolve a necessidade de escuta do outro, a confiança mútua para executar o movimento, a percepção do corpo no espaço, se deparando com as impossibilidades de realização e a necessidade de busca de objetivos através de uma prática para a concretização deste.

Outra etapa fundamental na aula de circo é a criação. Através de espaços criativos, mostra-se diferentes formas para a mesma proposta, problematizando as questões de maneira verbal ou na prática com os alunos.

Permitir e incentivar o processo criativo na sala de aula constrói pontes diretas e dá suporte para que o aluno também construa e viva de forma transformadora dia a dia.

 

CAPOEIRA

A oficina de capoeira angola é um compromisso de compartilhar saberes sobre essa expressão cultural afro-brasileira, que tem em seu caráter lúdico um elemento de sedução irresistível.

 

A capoeira é um rico processo de educação não formal. Através de sua prática são desenvolvidas inúmeras habilidades, tais como: atenção, coordenação motora, ritmo, flexibilidade, concentração e como é uma atividade coletiva, favorece as interações interpessoais.

 

Por meio de uma metodologia lúdica, fundada na musicalidade, as crianças são convidadas a experimentar as diferentes possibilidades de expressão dessa rica manifestação. Elas podem cantar, tocar um instrumento característico, explorar o espaço com o corpo através do próprio movimento e na interação com o corpo das demais.

 

BRINCAR E SUA CONSTRUÇÃO

O processo de educação através da construção de brinquedos começa bem antes da construção propriamente dita. E estas etapas pedem tanta atenção e tem a mesma importância como no momento da fabricação em si:

 

A primeira etapa é a de coleta de material e começa quando passamos a recolher materiais para fazermos os brinquedos. A criança passa a observar o mundo em torno de si com outros olhos. Um olhar mais crítico dos materiais que as coisas são feitas, para que servem, como são usadas e no que lhe pode ser útil. Representa na história da evolução humana a era em que o homem começa a pensar no amanhã, no futuro, a fazer planos, projetos.

 

A segunda etapa vem com a classificação e separação do material, observando-se, assim, a textura, as formas e a natureza dos materiais.

 

Depois vem o momento de pensarmos quais os materiais secundários (como prego, elásticos, colas etc.) e ferramentas que precisamos usar.

 

E quando perguntamos o que iremos construir com os materiais previamente dispostos começa, neste momento, na criança, uma série de processos como o que fazer, quais materiais ela vai associar e como, que ferramentas, as cores que deve pintar, se vai construir individualmente ou em grupo, se vai ter nome, enfim; trabalha-se todo o mundo do imaginário infantil.

 

MÚSICA

A oficina de música pretende desenvolver aptidões, despertar e aprofundar interesses em torno do fenômeno musical. Equilibrar as formas de ouvir através do corpo, do sentimento e da razão, visando transformações nos domínios cognitivo, afetivo e motor.

 

As atividades serão baseadas na escuta, na composição e na performance. Através de práticas de conjunto, estimularemos a interação e abordaremos a diversidade das manifestações populares, valorizando os aspectos da festa e da alegria.

 

Equipe de Educadores:

 

Maria Angélica Gomes - Professora de circo

Atriz, palhaça, trapezista, brincante, bailarina. Integra o grupo Teatro de Anônimo desde sua fundação. Formada pela Escola de Teatro Martins Penna (1992) e Escola Nacional de Circo (1995). É licenciada em dança pela Faculdade de Dança Angel Vianna (2011). É responsável pelas aulas de circo do Teatro de Anônimo nas oficinas: Circo Atuação, direcionada ao público infantil e Circo em Família, vivencia para crianças e seus responsáveis. Desde 2009, é professora de circo na Escola Casa Monte Alegre de educação infantil para crianças de 1 ano à 6 anos. 

 

 

Patrícia Nascimento - professora de capoeira

Pedagoga ISERJ, capoeirista e pesquisadora

Desde 1998 atua na área da educação, trabalhando com educação infantil ,ensino fundamental e projetos sociais.

Participa desde 2003 da Associação de Capoeira Angola Mestre Marrom e Alunos, espaço de formação continuanda.

 

 

Ricardo Cotrin - Professor de música

Músico e professor, mestre em educação musical pela UNIRIO. Desenvolve desde 1996 trabalhos ligados a cultura popular e oficinas de ritmos tradicionais brasileiros. Desenvolve também trabalhos no campo da educação musical em ambiente de estúdio eletroacústico. É professor de música nas escolas Oga Mita e CAp/UFRJ, desde 2014.

 

 

Pedro Pamplona – Professor de música

Formado em Bacharelado de Saxofone pela Escola Nacional de Música/UFRJ. Pós graduado em Licenciatura habilitação em Música pela AVM/ Cândido Mendes. Na área de eduçação, formado em Licenciatura Habilitação em Música pela AVM, nos anos de 2010 e 2011 ministrou oficinas de música na Fundação São Domingos Sávio,  foi monitor do  Programa Repertórios nas escolas SESI .  Em 2012 concebeu e deu aulas nas oficinas de Música do Carnaval do Cordão do Boitatá no Calouste Kulbenkian e de Ritmos Afro Latinos pelo Circo da Silva no Centro de Referência de Música Carioca, ambas oficinas patrocinadas pela Secretaria de Cultura do Município do Rio de Janeiro, tendo alcançado com êxito os objetivos dos cursos. Atuou com professor de música na Escola Acalanto (Ed. Infantil) no ano de 2015. Professor de música na Escola Sá Pereira para turmas de 3º, 4º e 5º anos (Fund 1) desde  2014.

 

 

Dodo Giovanetti - Professor de construção de brinquedos

É um auto-ditada. Aprendeu o que sabe na prática. Na escola da vida. Experimentando, errando e acertando. Na sua trajetória foi se formando em palhaço, bonequeiro, marceneiro, cenógrafo, artista plástico e arte educador. Curioso por natureza é um apaixonado pela arte circense, astronomia e filosofia. É um inventor e apaixonado por truques, traquitanas e engenhocas.

 

 

Além do quadro fixo de educadores, o projeto visa algumas vivências esporádicas, expandindo o olhar para outras áreas como: construção de figurino, culinária, filosofia, artes plásticas e outros. Essas atividades serão planejadas com antecedência e avisadas previamente para a organização de todos, pois serão realizadas no mesmo horário, mas em dias diferentes das aulas.

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