A estrutura do In conserto está firmada no jogo clássico dos velhos palhaços que buscam o riso nos moldes da tradição cômica. Um dos maiores desafios da pesquisa foi justamente recriar o universo já experimentado por nobres palhaços de todo o mundo, em todos os tempos.
Em cena, um clássico trio de músicos de orquestra apresenta uma infinidade de gags tradicionais e, tirando seus números de uma partitura essencial, joga com a platéia criando a essência do brinquedo cênico.
Para montar este espetáculo, o Teatro de Anônimo atravessou o oceano e foi buscar na vivência com Nani Colombaioni – representante da quinta geração de uma família de artistas circenses originada na Commedia Dell’Arte – as informações de que precisava para atingir o tempo exato do riso e da provocação. Neste mix de referências o grupo também recebeu as valiosas colaborações de Ricardo Puccetti, do Lume, e de Sérgio Machado, da Cia. do Público.
Um trio de palhaços chega ao local para dar um concerto público, mas muitas trapalhadas acontecem até que consigam executar suas peças. Assim, acabam tendo que dar um conserto no programa, que inclui a "Ópera Desastrada", interpretada pelo alto barítono Seu Flor e seu lerdíssimo discípulo Cuti-Cuti. Em seguida, é a vez de Buscapé executar sua peça musical, até que se depara com uma fatalidade do destino: seu estimado apito mirim ultrapassa a barreira da vida e vira estrela. Em seu périplo fúnebre, Buscapé leva o público às lágrimas de tanto rir. No Gran Finale, os três atrapalhados palhaços executam seu concerto, agora com instrumentos de verdade (acordeão, cavaquinho e trompete). Contudo, até que isso ocorra, muitas outras tentativas e erros irão se suceder.
Área mínima: 8x8m com 6m de altura

Som: Aparelhagem de som com PA completo para a amplificação de teclado e
aparelhagem com CD e potência compatível com o espaço

Iluminação: mínimo de 24 refletores e um canhão de 1000w ( teatro ou espaço aberto)

Transporte: equipamento e equipe

Água: potável e corrente para elenco e equipe

Duração: 50min

Direção Final: Sérgio Machado

Elenco: João Carlos Artigos, Márcio Libar e Shirley Britto

Criação dos Números: Nani Colombaioni, Ricardo Puccetti e Teatro de Anônimo

Iluminação: Luis André Alvim

Músico: Thalles Salles

Figurino: Iz / Teatro de Anônimo

Direção de Produção: João Carlos Artigos

Fotos: Celso Pereira

Criação e Concepção: Teatro de Anônimo