
As atrizes palhaças Shirley Britto e Maria Angélica Gomes, que também ministram as oficinas do Teatro de Anônimo direcionadas a jovens e crianças, pegaram toda a bagagem adquirida nesses anos de trabalho com o público de todas as idades e realizaram um sonho: convidaram o palhaço e diretor Sergio Machado e juntos criaram um espetáculo exclusivamente para o público infantil.
Lar, Doce Lar nasce da necessidade de abordar questões como casa, lar, companheirismo, convivência e generosidade no universo infantil. A história se passa em um brechó cujos únicos brinquedos são duas bonecas, Cora e Amélia, as personagens principais deste espetáculo, que um dia tiveram um lar e um dono para brincar, mas agora estão esquecidas no meio de objetos velhos à venda. A grande expectativa de nossas
personagens é voltar a ter um dono e retomar suas vidas normais de brinquedo porque, sabem, a existência de um brinquedo só faz sentido na companhia das crianças.
A concepção estética do espetáculo Lar, Doce Lar foi pontuada por referências que remetem os pequenos espectadores ao universo lúdico dos desenhos animados e das histórias em quadrinhos.




A boneca de plástico Cora, a aventureira (Shirley) e a boneca de pano, Amélia (Angélica) dividem o mesmo lar, a vitrine de um brechó que está prestes a realizar uma grande liquidação.
Nessa liquidação estão depositadas todas as esperanças de Cora e Amélia de serem vendidas e voltar a terem um dono, uma criança que dê sentido às suas vidas. Enquanto o grande momento não chega, elas mostram o cotidiano desse universo mágico dos brinquedos, suas aventuras e desventuras antes que o tempo as transformasse em sucatas.
A história vem repleta de surpresas, desde a chegada de novos personagens até o final inesperado, com direito a peripécias fantásticas.