O Teatro de Anônimo, fundado em 1986, dedica-se à pesquisa técnica e artística no que define de Teatro Popular Circense, com enfoque principal na arte da comicidade, nas técnicas de números aéreos e no universo teatral das festas populares. Com nossos espetáculos e números, atingimos até hoje cerca de 1 milhão de espectadores entre Brasil, Espanha, Canadá, Itália, Suécia e Argentina.

Além do repertório de 8 espetáculos - Roda Saia Gira Vida (1994), In Conserto (1998), Caleidoscópio (1998), Tomara Que Não Chova (2001), Guardados (2003), Almas Berrantes (2004), Homem Bomba (2006) e Lar, Doce Lar (2006) - desenvolvemos oficinas práticas com diferentes enfoques: O Jogo Como Técnica e Coisa de Palhaço, direcionadas para atores e artistas circenses, Circo-Teatro Atuação, oficina introdutória de circo-teatro para crianças e adolescentes, oficina permanente de Acrobacia Aérea e oficina de Gestão Cultural.

Nossa atuação se dá através de uma dinâmica sistemática de apresentações de espetáculos e números, realização de temporadas, oficinas e participação em festivais. O Grupo é também responsável pela criação, produção e realização do evento Anjos do Picadeiro – Encontro Internacional de Palhaços que, em suas 5 edições, já reuniu mais de 250 grupos e artistas nacionais e internacionais.

Nosso espaço, na Fundição Progresso, se transformou em um teatro-cabaré, com capacidade para 150 pessoas, pronto para abrigar seminários, eventos artísticos e coorporativos,

 intercâmbios e não só todo o repertório de oficinas e espetáculos do grupo como também de outros grupos interessados em estabelecer parceria com o Teatro de Anônimo.

 Além do Espaço Teatro de Anônimo, juntamente com os grupos Pedras e Cordão do Boitatá, administramos a Casa Mercado 45, sobrado de três andares na Rua do Mercado, adquirido em 1999. O espaço já abrigou vários projetos sendo palco de importantes debates sobre a arte de rua, bem como temporadas do Pedras, do Teatro Diadokai, da Leões de Circo e da Cia do Público sob o nome de Projeto Mercado 45.

Num outro projeto de igual importância, o Mercado do Riso, realizado em 2003, foi montado o circo Tomara Que Não Chova com três espetáculos em cartaz: O Pregoeiro, de Márcio Libar, Tomara que não chova, do nosso repertório, e Os Cenouras, do grupo Valdevinos de Oliveira.

A Casa Mercado 45 funciona também como sede da CASA Cooperativa de Artistas Autônomos.

No campo da educação para o desenvolvimento, um número incalculável de jovens participou de nossas oficinas de circo, de teatro, de comicidade popular e de produção, seja em projetos realizados pelo Anônimo, ou nas quais o grupo participou como convidado, como é o caso  do projeto Circo do Mundo, realizado em 1997 e 98, em parceria com Afro Reggae, Se Essa Rua Fosse Minha, FASE e Cirque du Soleil, cujo resultado maior foi a implantação do Núcleo de Circo do Morro do Cantagalo, coordenado pelo Afro Reggae.

Como desdobramento do projeto  Circo do mundo, o Anônimo realizou ainda o projeto Salto Vital transformando jovens alunos da ONG Se Essa Rua Fosse Minha em instrutores, educadores, técnicos de montagens de circo e de teatro e ainda em artistas internacionais como é o caso do Nego da Bahia com seu espetáculo MCirco, criado e dirigido por Márcio Libar.

A ação social do grupo se traduz também em mais um projeto desenvolvido com a CASA, o Território Cultural, que surgiu da necessidade de fortalecer trabalhos desenvolvidos por organizações da sociedade civil que tem a cultura como instrumento de inclusão social.